Nos últimos anos, tenho percebido na prática como as discussões sobre ESG deixaram de ser um “projeto paralelo” e passaram a integrar a rotina da organização. No setor em que atuo, ligado ao varejo no segmento de shopping center, essa integração tem se tornado cada vez mais evidente. Temas como impacto social e uso responsável de recursos sempre estão em discussão.
Um exemplo disso é a ampliação dos indicadores avaliados nos relatórios de desempenho. Hoje, não analisamos apenas faturamento e fluxo de visitantes, mas também consumo de energia, geração de resíduos, acessibilidade e até os impactos das ações realizadas com a comunidade do entorno.
Outra mudança importante é a preocupação crescente com inovação. Nos últimos anos, diversos processos passaram por modernização tecnológica sendo da assinatura digital de contratos ao fortalecimento dos protocolos de proteção de dados para atender às exigências da LGPD. Esses avanços, além de trazerem agilidade, aproximam a operação de boas práticas de governança, tornando procedimentos antes totalmente operacionais mais seguros e rastreáveis.
Acredito que, a cada dia, o ESG deixa de ser uma pauta “externa” e passa a se consolidar como um modelo que orienta prioridades, apoia a gestão de riscos e ajuda a construir relações mais transparentes com todos os envolvidos.