Graças à digitalização e à velocidade com que a informação circula, os consumidores tornaram-se mais exigentes e conscientes do impacto das empresas na sociedade. Nesse contexto, práticas de marketing isoladas já não são suficientes para construir reputação nem garantir fidelização. É por isso que muitas organizações têm incorporado as práticas ESG como parte estrutural de sua governança, entendendo que responsabilidade ambiental, social e ética organizacional são dimensões que fortalecem a credibilidade, reduzem riscos e favorecem resultados sustentáveis.
As agendas ESG deixam de ser iniciativas periféricas e passam a orientar processos decisórios, gestão de riscos, transparência, estrutura de compliance e mecanismos de prestação de contas. Assim, cresce o consenso de que empresas com governança fortalecida por critérios ESG tendem a apresentar maior previsibilidade, menor risco reputacional e maior potencial de investimento.
No setor de mídia e entretenimento, isso se reflete em práticas como transparência editorial, gestão ética da publicidade, uso responsável de tecnologias (como IA) e diversidade nas equipes criativas. Quando acompanhadas de métricas claras e reportes estruturados, essas ações ampliam a confiança do público e qualificam a governança.
Um exemplo recente no setor foi a polêmica de manifestação formal (denúncia) da Tais Araujo (atriz) contra a Manuela Dias (diretora) devido à representação de personagens negros nas tramas. Mesmo assim, a Globo não perdeu credibilidade, pois seus mecanismos de governança permitiram que o tema fosse acolhido e tratado de forma transparente, em linha com princípios éticos e compromissos ESG.