ESG e as lacunas do marketing nos novos padrões de consumo.

Re: ESG e as lacunas do marketing nos novos padrões de consumo.

by Matheus de Azevedo Muraski -
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Achei a análise muito pertinente, especialmente porque, como estamos vendo no MBA, os pilares da governança — transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade — passaram a ser diretamente influenciados pelas agendas ESG. E, pessoalmente, eu vejo isso acontecendo na prática: a digitalização encurtou o tempo entre um problema e a reação do público, e isso pressiona as empresas a terem uma governança muito mais madura e preparada para lidar com questões éticas e sociais.

Do ponto de vista de governança, me chamou atenção o exemplo do setor de mídia. A situação envolvendo Taís Araújo e Manuela Dias mostra o quanto temas ligados ao “S” do ESG inevitavelmente acabam sendo discutidos dentro das estruturas formais de governança. Mesmo sendo uma polêmica sensível, a Globo conseguiu conduzir o processo com transparência e responsabilidade, sem perder credibilidade. Isso, para mim, reforça o que a disciplina traz: quando a governança é forte, a empresa consegue acolher conflitos, dar respostas claras e agir de forma coerente com seus valores.

Vejo também que muitas empresas ainda tratam ESG como marketing, mas as que realmente integram esses critérios à governança acabam criando uma vantagem competitiva. Elas conseguem ser mais previsíveis, reduzem riscos e constroem relações mais sólidas com stakeholders — especialmente em setores expostos ao público. É como se a governança funcionasse como a “cola” que sustenta ESG, evitando que seja só discurso.

Na minha percepção como aluno e profissional, o grande desafio é transformar esses princípios em prática diária, e não apenas em relatórios bonitos. E acredito que essa discussão entre governança e ESG vai ficar cada vez mais relevante, principalmente em empresas que lidam com impacto social, diversidade e comunicação em grande escala.