“Governança e sustentabilidade: a nova fronteira da gestão responsável.”

“Governança e sustentabilidade: a nova fronteira da gestão responsável.”

por Giuliana de Siqueira -
Número de respostas: 2

É interessante analisar como, nos últimos anos, as práticas ESG se consolidaram como elementos essenciais de governança organizacional, principalmente no que se trata as tomadas de decisões. É um fato dizer que isso corre devido aos temas ambientais, sociais e de integridade, serem hoje entendidos com fatores de risco ou de valor para as organizações, inclusive para órgãos públicos, setor onde estou atualmente. O conceito de ESG no setor público merece uma atenção especial em sua adaptação e aplicação, pois, apesar do foco de uma instituição pública não estar atrelado ao retorno financeiro para acionistas, é essencial que os critérios ESG sejam medidos para transparência com a população (usuários do serviço público), principalmente se tratando de sustentabilidade, responsabilidade social e ética administrativa.
A integração das práticas ESG é, em grande parte, uma expansão e um aprimoramento da própria dimensão Governança, tornando-a mais robusta, ética e responsável. A Governança no Setor Público é o sistema pelo qual as organizações do governo são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo a avaliação, o direcionamento e o monitoramento da atuação da gestão.
Dentro de um órgão público, traz benefícios como exemplos: Prestação de Contas detalhada e combate à corrupção, auxiliando na transparência, identificação de riscos climáticos e riscos sociais, auxiliando na melhoria da gestão de riscos e também o engajamento e legitimidade social. Podemos dizer que a adoção do ESG no Setor Público transforma a Governança de um conjunto de regras administrativas em um compromisso estratégico com a sustentabilidade de longo prazo e o bem-estar social, tornando-a mais íntegra, transparente e eficaz.
Assim, concluo enfatizando que as práticas ESG hoje são essenciais e parte integrante da governança das organizações, transformando inclusive a forma como estas são vistas, dirigidas e administradas. Os fatores ambientais são preocupações estratégicas, e não apenas questões complementares.


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Re: “Governança e sustentabilidade: a nova fronteira da gestão responsável.”

por Rodrigo Soares Ferreira -
Interessante a visão de governança aplicada ao setor público que você compartilhou Giuliana! Imagino que o processo de acompanhamento de metas e a manutenção da transparência no trâmite de informações, seja mais complexo quando comparado ao setor privado, dada a condição de atuar com um sistema hierárquico mais amplo.

A maioria das empresas privadas, busca atualmente integrar as práticas ESG com retornos financeiros diretos ou indiretos, seja criando iniciativas voltadas à sustentabilidade ou à ações sociais. Você esclareceu um ponto bem importante, sobre o papel do ESG no setor público e o que ele traz de benefícios diretos para a população em geral, tanto na transparência de informações quanto na sustentabilidade e ética administrativa.

Apesar das nuances e diferenças na operação de cada setor (público e privado), o intuito da aplicação de políticas ESG, resulta em um mesmo objetivo, que é o de garantir o engajamento das pessoas com o propósito existencial de cada instituição.
Em resposta à Giuliana de Siqueira

Re: “Governança e sustentabilidade: a nova fronteira da gestão responsável.”

por Carolina Vasconcelos de Barros Santos -
Muito interessante a forma como você relacionou o ESG com a gestão pública. Mesmo sem o objetivo do lucro, fica claro que o ESG ajuda a orientar decisões mais responsáveis e a dar mais clareza para a sociedade sobre como os recursos e as ações são conduzidos. Isso mostra que o ESG, quando bem aplicado, deixa de ser algo apenas no conceito e passa a apoiar realmente uma governança mais consistente e comprometida.