Assim como discutimos no fórum anterior, é importante enfatizar novamente como uma boa governança não depende apenas de sua existência, mas principalmente da relação entre seus representantes, com comunicação efetiva para o cultivo de relações éticas, trazendo mais uma vez o papel para a "pessoa" e não apenas para uma questão documentada. Para mim, é essencial em práticas de comunicação a abertura para escuta de receios e demais apontamentos dos administradores e conselheiros, afim de que haja um diálogo efetivo para melhora da instituição, com uma comunicação contínua e reuniões estruturadas. Outra parte essencial em minha visão, é uma comunicação transparente, com gestores que compartilham métricas, resultados e também os problemas, principalmente eles, na verdade. A importância de não compartilhar apenas momentos de sucesso, mas também as fraquezas, fortalece e muito a confiança, além de abrir portas para soluções mais efetivas, contribuindo também com a parte de abertura que citei anteriormente.
Também para fortalecimento da confiança, acredito que o respeito é essencial, principalmente o respeito com as responsabilidades e expertises de cada Diretoria/conselho/gestão.
“A excelência em governança não está apenas em ter conselhos ativos, mas em cultivar relações éticas e fluxos de diálogo.”
por Giuliana de Siqueira -
Número de respostas: 5
Em resposta à Giuliana de Siqueira
Re: “A excelência em governança não está apenas em ter conselhos ativos, mas em cultivar relações éticas e fluxos de diálogo.”
por Caroline Inácio Bonatto -
Concordo contigo, Giuliana. É fundamental essa ideia de que a governança não é só documento e estrutura, mas relação entre pessoas, com comunicação contínua, escuta real e abertura para falar também dos problemas, e não só dos acertos. Quando os gestores compartilham as métricas, dificuldades e riscos com transparência, o conselho consegue apoiar melhor e a confiança se fortalece!!
Em resposta à Caroline Inácio Bonatto
Re: “A excelência em governança não está apenas em ter conselhos ativos, mas em cultivar relações éticas e fluxos de diálogo.”
por Jeferson de Paula -
sua reflexão reforça um ponto essencial da governança contemporânea: a qualidade das relações molda mais o desempenho institucional do que qualquer estrutura formal. Concordo especialmente quando você destaca a importância de compartilhar fragilidades. Em muitas organizações, a cultura ainda incentiva a exposição apenas de resultados positivos, o que cria assimetrias de informação e limita a atuação estratégica do conselho. Quando o fluxo de comunicação inclui vulnerabilidades, riscos e dilemas reais, a governança deixa de ser apenas monitoramento e passa a ser cooperação qualificada.
Outro aspecto relevante é o respeito às competências e papéis institucionais. Essa clareza reduz interferências indevidas e ajuda a transformar o diálogo em um processo técnico, e não hierárquico. O respeito mútuo, aliado à transparência, cria previsibilidade no relacionamento entre diretoria e conselho, o que fortalece tanto a confiança quanto a capacidade de tomada de decisão.
Sua análise mostra que governança efetiva nasce do encontro entre integridade, escuta ativa e disposição para tratar problemas de forma madura. Quando esses elementos são cultivados, o conselho não apenas “atua”, mas contribui de fato para o desenvolvimento organizacional.
Outro aspecto relevante é o respeito às competências e papéis institucionais. Essa clareza reduz interferências indevidas e ajuda a transformar o diálogo em um processo técnico, e não hierárquico. O respeito mútuo, aliado à transparência, cria previsibilidade no relacionamento entre diretoria e conselho, o que fortalece tanto a confiança quanto a capacidade de tomada de decisão.
Sua análise mostra que governança efetiva nasce do encontro entre integridade, escuta ativa e disposição para tratar problemas de forma madura. Quando esses elementos são cultivados, o conselho não apenas “atua”, mas contribui de fato para o desenvolvimento organizacional.
Em resposta à Giuliana de Siqueira
Re: “A excelência em governança não está apenas em ter conselhos ativos, mas em cultivar relações éticas e fluxos de diálogo.”
por Igor Andrade Araújo -
Apesar da importância do diálogo aberto entre conselho e diretoria, considero arriscado manter espaços excessivamente subjetivos nas discussões. Ambiguidades tendem a gerar interpretações individuais e disputas de narrativa, enfraquecendo a governança. Por isso, vejo como muito mais efetiva a adoção de métricas compartilhadas, como propôs, pois reduzem vieses e orientam o debate para evidências.
Também é fundamental que os resultados avaliados não recaiam apenas sobre a diretoria, mas incluam o próprio conselho. A diretoria, por natureza técnica e executiva, deve ser avaliada em estratégia, liderança, gestão de pessoas, indicadores de desempenho e relacionamento com públicos externos. Já os conselheiros devem ser avaliados por domínio do negócio em perspectiva macro, alinhamento cultural, motivação e disponibilidade, além do compromisso com ESG.
Essa diferenciação deixa claro que diretores precisam ser mais técnicos, enquanto conselheiros atuam como guardiões da cultura, do propósito e da sustentabilidade institucional. Assim, métricas objetivas tornam o relacionamento mais transparente e reduzem o risco de subjetividade improdutiva no processo decisório.
Também é fundamental que os resultados avaliados não recaiam apenas sobre a diretoria, mas incluam o próprio conselho. A diretoria, por natureza técnica e executiva, deve ser avaliada em estratégia, liderança, gestão de pessoas, indicadores de desempenho e relacionamento com públicos externos. Já os conselheiros devem ser avaliados por domínio do negócio em perspectiva macro, alinhamento cultural, motivação e disponibilidade, além do compromisso com ESG.
Essa diferenciação deixa claro que diretores precisam ser mais técnicos, enquanto conselheiros atuam como guardiões da cultura, do propósito e da sustentabilidade institucional. Assim, métricas objetivas tornam o relacionamento mais transparente e reduzem o risco de subjetividade improdutiva no processo decisório.
Em resposta à Giuliana de Siqueira
Re: “A excelência em governança não está apenas em ter conselhos ativos, mas em cultivar relações éticas e fluxos de diálogo.”
por Vanessa Andretta Schinko -
Giuliana, concordo que governança ganha força quando as conversas deixam de ser apenas comunicações formais e passam a ser trocas reais entre as pessoas. Eu também acredito que o diálogo é o que define o nível de maturidade da governança, e não apenas a existência de estruturas ou documentos.
Algo que vejo na prática é que a confiança se constrói quando existe uma rotina clara de compartilhamento de informações, mas também quando há abertura para falar sobre aquilo que não funcionou. Quando gestores e conselheiros têm segurança para expor suas fragilidades e dúvidas, o ambiente fica muito mais confiável, sem medo de ter que esconder fatos.
Algo que vejo na prática é que a confiança se constrói quando existe uma rotina clara de compartilhamento de informações, mas também quando há abertura para falar sobre aquilo que não funcionou. Quando gestores e conselheiros têm segurança para expor suas fragilidades e dúvidas, o ambiente fica muito mais confiável, sem medo de ter que esconder fatos.
Em resposta à Giuliana de Siqueira
Re: “A excelência em governança não está apenas em ter conselhos ativos, mas em cultivar relações éticas e fluxos de diálogo.”
Concordo totalmente com o que você trouxe. A governança só funciona de verdade quando existe uma relação aberta entre quem faz parte dela. Não adianta ter documentos e reuniões se não houver espaço para conversar de forma sincera, ouvir preocupações e discutir problemas sem medo. A transparência nas métricas e nos resultados fortalece a confiança e aproxima ainda mais conselho e gestores. E tudo isso só funciona quando existe respeito pelo papel e pela experiência de cada um. A confiança não nasce de apresentações bonitas e bem formatadas. Tem que ter coragem para expor problemas, ouvir o que não agrada e dai encontrar o direcionamento.