Em que medida a confiança interpessoal entre conselheiros e executivos determina a qualidade das decisões estratégicas? Quando existe um relacionamento baseado em transparência, respeito e diálogo aberto, conselheiros conseguem questionar com profundidade e executivos se sentem seguros para expor riscos, incertezas e alternativas, elevando o nível da análise estratégica. Mas o que acontece quando essa confiança é frágil? A falta de abertura reduz o fluxo de informações, aumenta defensividades e pode transformar divergências em disputas de poder, enfraquecendo a governança. Assim, até que ponto relações éticas e confiáveis funcionam como um “ativo invisível” que viabiliza decisões mais maduras, colaborativas e alinhadas ao propósito institucional?
Como as relações interpessoais de confiança entre conselheiros e executivos impactam as decisões estratégicas?
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Em resposta à Matheus de Azevedo Muraski
Re: Como as relações interpessoais de confiança entre conselheiros e executivos impactam as decisões estratégicas?
Muito boa a sua reflexão Matheus, acredito que o as relações éticas e confiáveis, são um ativo invisível, até que sejam quebrados acordos e confianças, o que estremecerão as relações e a tomada de decisões, por isso, acredito que é obrigatório o esforço de gerar confiança, ética e transparência em todas os tipos de comunicação.
Em resposta à Matheus de Azevedo Muraski
Re: Como as relações interpessoais de confiança entre conselheiros e executivos impactam as decisões estratégicas?
por Tiago Alves Dantas -
Concordo totalmente com a reflexão apresentada. A confiança realmente funciona como esse “ativo invisível” que qualifica o debate estratégico e permite que conselheiros e executivos atuem de forma mais madura e colaborativa. Porém, acredito que o maior desafio nesse cenário é manter a imparcialidade pessoal nas relações. No fim das contas, somos seres humanos, com emoções, percepções e experiências que inevitavelmente influenciam nossas interações. Justamente por isso, é preciso um esforço consciente para separar preferências individuais do que é melhor para a organização. Quando essa imparcialidade é cultivada, o ambiente de confiança se fortalece e as decisões se tornam mais eficazes e alinhadas ao propósito institucional.