Eu percebo que a relação entre governança e sustentabilidade tornou-se central no cenário contemporâneo. As práticas ESG deixaram de ser iniciativas isoladas para integrar o núcleo da gestão. A governança oferece a estrutura necessária para que objetivos ambientais e sociais sejam incorporados à estratégia, garantindo coerência, monitoramento e também a responsabilização.
Eu acredito que esse movimento é impulsionado também pela pressão de clientes e demais stakeholders, que passaram a exigir transparência, metas claras e mudanças concretas. Os consumidores têm cada vez menos tolerância a práticas ambientais e sociais irresponsáveis, podendo inclusive migrar para concorrentes ou boicotar marcas que não se alinham a esses valores.
Frente a esse contexto, a boa governança tem um papel essencial para evitar o chamado ESG-washing, que é o uso da pauta socioambiental apenas como discurso ou marketing. À medida que conselhos e diretorias assumem de fato a responsabilidade pela agenda ESG, sustentabilidade e governança passam a formar um único eixo, efetivo e coerente.