Atualmente, as políticas ESG surgem como uma condição necessária para o engajamento de uma empresa frente à sociedade. A garantia de sucesso do negócio, está intimamente ligada às práticas sustentáveis e ações sociais que a instituição realiza.
Por exemplo, um fato interessante é o de que já existem fundos de investimento de grandes bancos, que combinam a temática de sustentabilidade, com a seleção de papéis de instituições com melhor posicionamento no ranking ESG. Adicionalmente, operam também com a concessão de crédito, baseado nos critérios ESG adotados pelas empresas solicitantes, por exemplo, linhas voltadas a energia renovável, eficiência energética e processos de redução de emissão de carbono. Isso gera o incentivo para que sejam aplicadas cada vez mais práticas sustentáveis, visando financiamentos mais atrativos.
Todo esse processo voltado ao incentivo e cumprimento de políticas ESG, só é viável e crível, se houver uma governança forte, ética e bem e clara implantada, com processos de auditoria confiáveis a ponto de serem compartilhados com investidores e com a sociedade em geral, sem questionamentos ou dúvidas.
Atuo no segmento da indústria de materiais plásticos. Trata-se de um setor muito visado e cobrado para o desenvolvimento de materiais sustentáveis (compostáveis, biodegradáveis) e adoção de processos que envolvam a economia circular. Nesse contexto, a governança é importante para a garantia do propósito e do cumprimento de metas específicas, regulando a transparência e a conformidade com normativas ambientais, principalmente para eliminar a possibilidade da prática de Greenwashing.