Na minha rotina na Fintech do Boti, trabalhando com produtos financeiros e com foco nas maquininhas de vendas, eu percebo que os objetivos estratégicos da nossa organização estão centrados na verticalização dos serviços e na retenção da base de franqueados por meio da redução de fricção financeira, centralizando as operações financeiras, recebimentos e controle de crédito em apenas uma plataforma.
Do ponto de vista de Marketing, vejo esses objetivos materializados na transição da Lógica Dominante do Serviço. Não entregamos apenas um hardware (a maquininha), mas sim um benefício central de agilidade no fluxo de caixa e gestão de dados, ou seja, o franqueado consegue fazer a administração de todo o seu sistema financeiro em uma única plataforma. Como a apostila menciona, o marketing contemporâneo é digital e suas funções são suportadas por estratégias offline; no meu caso, o "offline" é o balcão da loja e o relacionamento direto com o lojista.
O grande desafio estratégico que percebo é o posicionamento de marca. Precisamos que o franqueado nos veja como parceiros de crescimento (valor percebido) e não apenas como mais uma taxa de desconto (comoditização). Isso exige um planejamento tático muito bem amarrado entre a área financeira e o marketing, garantindo que o discurso de vendas do time operacional esteja alinhado à proposta de valor de exclusividade e suporte que o Grupo Boticário carrega.