É fato que refutar um dado científico com informações baseadas em anticiência é uma tarefa consideravelmente fácil. Uma notícia falsa chama mais a atenção, que uma descoberta científica.
Mas isso não é de hoje. Me lembro que muito antes do WhatsApp, os e-mails eram tomados por informações falsas. O sistema de mensagens instantâneas e redes sociais somente potencializaram e deixaram mais intuitivas as interações da população com Fake News.
Aliado a isso temos a anticîencia como um movimento mais conspiratório do que inocente. Sempre ligada a uma informação baseada em anticiência, há um comentário político (independente de lados ou preferências ideológicas). Isso faz com a informação ganhe corpo, ganhe robustez, pois, sempre acharemos uma bruxa para queimar.
Quem refuta uma informação cientificamente comprovada, faz de caso pensado.
É preciso valorizar e incentivar muito mais as feiras de ciências nas escolas. Isso traz a comunidade para mais perto do conhecimento científico.
Ter mais programas na TV voltados a experimentos básicos por exemplo, também contribui muito para aguçar o senso crítico das pessoas.
O incentivo à participação de adolescentes nos cursos técnicos, também representa uma importante ferramenta para o aumento da formação de cientistas e de cidadãos críticos.
Uma parte da população apenas está agindo no automático. Não há curiosidade. Não existe mais aquela vontade de pesquisar sobre um assunto. Se a curiosidade mata o gato, a falta dela mata a gataria!