A (falta de) curiosidade matou o gato!

A (falta de) curiosidade matou o gato!

por Rodrigo Soares Ferreira -
Número de respostas: 6

É fato que refutar um dado científico com informações baseadas em anticiência é uma tarefa consideravelmente fácil. Uma notícia falsa chama mais a atenção, que uma descoberta científica. 

Mas isso não é de hoje. Me lembro que muito antes do WhatsApp, os e-mails eram tomados por informações falsas. O sistema de mensagens instantâneas e redes sociais somente potencializaram e deixaram mais intuitivas as interações da população com Fake News.

Aliado a isso temos a anticîencia como um movimento mais conspiratório do que inocente. Sempre ligada a uma informação baseada em anticiência, há um comentário político (independente de lados ou preferências ideológicas). Isso faz com a informação ganhe corpo, ganhe robustez, pois, sempre acharemos uma bruxa para queimar.

Quem refuta uma informação cientificamente comprovada, faz de caso pensado.

É preciso valorizar e incentivar muito mais as feiras de ciências nas escolas. Isso traz a comunidade para mais perto do conhecimento científico.

Ter mais programas na TV voltados a experimentos básicos por exemplo, também contribui muito para aguçar o senso crítico das pessoas.

O incentivo à participação de adolescentes nos cursos técnicos, também representa uma importante ferramenta para o aumento da formação de cientistas e de cidadãos críticos.

Uma parte da população apenas está agindo no automático. Não há curiosidade. Não existe mais aquela vontade de pesquisar sobre um assunto. Se a curiosidade mata o gato, a falta dela mata a gataria!

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Re: A (falta de) curiosidade matou o gato!

por Natyelle Rodrigues Campera -
Isso faz total sentido, Rodrigo. Atualmente, percebemos que muitas pessoas acabam associando a quantidade de curtidas, compartilhamentos e comentários à veracidade de uma informação. No entanto, popularidade não é sinônimo de verdade. Muitas notícias falsas alcançam grande repercussão justamente por despertarem emoções e reações rápidas, sem que haja uma verificação das fontes ou das evidências apresentadas.
Por isso, considero fundamental desenvolver o pensamento crítico e a capacidade de analisar a confiabilidade das informações que consumimos. A ciência desempenha um papel importante nesse processo, pois busca validar conhecimentos por meio de métodos, pesquisas e evidências, contribuindo para decisões mais seguras e benéficas para a sociedade.

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Re: A (falta de) curiosidade matou o gato!

por Natyelle Rodrigues Campera -

Isso faz total sentido, Rodrigo. Atualmente, percebemos que muitas pessoas acabam associando a quantidade de curtidas, compartilhamentos e comentários à veracidade de uma informação. No entanto, popularidade não é sinônimo de verdade. Muitas notícias falsas alcançam grande repercussão justamente por despertarem emoções e reações rápidas, sem que haja uma verificação das fontes ou das evidências apresentadas.
Por isso, considero fundamental desenvolver o pensamento crítico e a capacidade de analisar a confiabilidade das informações que consumimos. A ciência desempenha um papel importante nesse processo, pois busca validar conhecimentos por meio de métodos, pesquisas e evidências, contribuindo para decisões mais seguras e benéficas para a sociedade.

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Re: A (falta de) curiosidade matou o gato!

por Natyelle Rodrigues Campera -

Isso faz total sentido, Rodrigo. Hoje em dia, muitas pessoas acabam considerando uma informação verdadeira apenas pela quantidade de curtidas e compartilhamentos que ela recebe. No entanto, popularidade não significa veracidade. Por isso, é fundamental analisar as fontes e buscar informações baseadas em evidências científicas.
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Re: A (falta de) curiosidade matou o gato!

por Airton Braga -

Rodrigo, concordo com você. A facilidade de acesso à informação não necessariamente aumentou o interesse em buscar a verdade. Atuando na área da saúde, percebo que muitas pessoas compartilham informações sem verificar a fonte, o que pode impactar diretamente decisões importantes. Acredito que estimular a curiosidade, o pensamento crítico e a educação científica desde cedo é um dos melhores caminhos para combater a desinformação.

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Re: A (falta de) curiosidade matou o gato!

por Jerônimo Augusto Barreto Baptista -
Infelizmente a degradação da qualidade do ensino evidencia o declínio de proxies cognitivas (SOARES, José Francisco. Melhoria do desempenho cognitivo dos alunos do ensino fundamental. Cadernos de pesquisa, v. 37, p. 135-160, 2007), com indicadores educacionais abaixo dos padrões internacionais e redução do QI da população (PEROSINI, Gladison Luciano. Educação, efeito flynn e o QI infantil análise da redução e estagnação cognitiva. RELACult-Revista Latino-Americana de Estudos em Cultura e Sociedade, v. 11, n. 2, 2025).

Um relatório da OCDE mostra que metade dos jovens de 15 anos no Brasil não atinge o nível básico de proficiência em leitura medido pelo PISA, contra cerca de um quinto nos países da OCDE (ORGANISATION FOR ECONOMIC CO-OPERATION AND DEVELOPMENT. Education in Brazil: an international perspective. ORGANIZATION FOR ECONOMIC, 2021).

A tudo isso se associa uma cultura de simplesmente mentir. Cultura, porque Sartre já mencionava que "a má-fé [...] parece ser, assim, um fenômeno evanescente. Ela oscila entre a boa-fé – atitude em que não minto para mim mesmo – e o cinismo – atitude em que minto, e sei que minto, para o outro. Mas, apesar desse caráter evanescente – de acordo com o qual o eu está sempre prestes a se deparar com seu próprio engano –, as pessoas podem viver na má-fé, podem assumi-la como estilo de vida" (Silveira, Léa. "Má-fé e inconsciente: Sobre a crítica de Sartre a Freud em" O ser e o nada"." Doispontos 13.3 - Revista do Deptº de Filosofia da UFPR (2016), p. 6)¹

Vemos até na própria legislação a litigância de má-fé , tratada nos arts. 79 a 81 da Lei 13.105/2015 (Código de Processo Civil - CPC), responsabiliza o jurisdicionado, nunca o causídico, que, assim é vítima duas vezes, sendo sancionado pelo erro de quem contratou.

Assim, há quase 100 anos, importando-se a consciência enlatada, apontada por Oswald de Andrade, prevalece a esperteza² e a mentira dos descolados que odeiam ser certinhos e citar fontes originárias do que quer que seja.

¹ apud TJPR - 17ª Câmara Cível - 0032537-59.2022.8.16.0001 [0019905-16.2013.8.16.0001/1] - Curitiba - Rel.: DESEMBARGADOR ROGERIO RIBAS - J. 19.09.2022
² natural, não a artificial
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Re: A (falta de) curiosidade matou o gato!

por Fabiana Alessanda dos SANTOS -
oncordo com sua colocação Rodrigo, sobre a importância da curiosidade no processo de construção do conhecimento. Acredito que a facilidade de acesso às informações nem sempre vem acompanhada da preocupação em verificar sua veracidade, o que favorece a disseminação de fake news e fortalece movimentos anticiência.
Além disso, penso que a educação científica tem um papel fundamental nesse contexto. Quando as pessoas compreendem como o conhecimento científico é produzido, testado e constantemente revisado, tornam-se mais capazes de diferenciar evidências de opiniões ou crenças pessoais. Nesse sentido, iniciativas como feiras de ciências, projetos educacionais e divulgação científica realmente contribuem para desenvolver o pensamento crítico.
Também considero importante lembrar que o senso comum não deve ser ignorado, mas dialogar com a ciência. Muitas descobertas científicas surgiram de observações do cotidiano; entretanto, cabe à ciência validar essas observações por meio de métodos rigorosos. Por isso, a curiosidade aliada ao senso crítico é essencial para o desenvolvimento de soluções e melhorias para a sociedade.