Quando falamos no movimento “anticiência” é impossível não se lembrar da corrente de notícias falsas durante a pandemia da COVID-19. A disseminação de desinformação em relação à eficácia da vacina impactou diretamente na saúde pública, gerando dúvidas e resistência em relação a medidas baseadas em evidências científicas.
Esse fenômeno não surgiu recentemente. Como vimos no vídeo “Não compartilhe fake news”, de 2018, já existiam grupos que questionavam a ciência e propagavam informações sem comprovação. O movimento ganhou ainda mais força com a ampliação do acesso às redes sociais, onde fake news circulam rapidamente e podem influenciar comportamentos individuais e coletivos.
Sabemos que o senso comum possui valor social e histórico, pois surge de experiências cotidianas, passadas de geração em geração, e que, muitas vezes, serve de ponto de partida para investigações científicas. No entanto, é importante saber distinguir. Quando uma opinião ou crença pessoal sem embasamento científico influencia a população gerando impacto negativo, seja na saúde, no meio ambiente ou até mesmo atrasando políticas públicas, merece questionamento.
Para evitar esse movimento, considero fundamental fortalecer o pensamento crítico e a busca por fontes confiáveis de informação, para que senso comum e ciência possam coexistir de forma complementar, sem que informações falsas prejudiquem avanços importantes para a humanidade.