Hoje, a relação entre mercado de trabalho e mercado de RH no Brasil apresenta um claro desequilíbrio. Embora existam muitos profissionais buscando oportunidades, as empresas nem sempre encontram pessoas com as competências técnicas e comportamentais necessárias para suas demandas.
Na área da saúde, esse cenário é ainda mais evidente. Há grande necessidade de profissionais, mas também existe alta exigência por atualização constante, responsabilidade, bom currículo, equilíbrio emocional, comunicação e capacidade de tomada de decisão. Além disso, muitos ambientes de trabalho são marcados por condições como sobrecarga, jornadas extensas e pressão intensa, o que dificulta a retenção desses profissionais. Acredito que o desequilíbrio nesse contexto não está apenas na quantidade de pessoas disponíveis (grande quantidade), mas na distância entre o que o mercado exige e as condições que oferece.
Por isso, o RH precisa atuar de forma estratégica, não apenas recrutando, mas também desenvolvendo, valorizando e retendo talentos. Na saúde, cuidar de quem cuida é essencial para garantir qualidade no atendimento e sustentabilidade das instituições.