"Saúde" em desequilíbrio!!

"Saúde" em desequilíbrio!!

par Caroline Inácio Bonatto,
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Hoje, a relação entre mercado de trabalho e mercado de RH no Brasil apresenta um claro desequilíbrio. Embora existam muitos profissionais buscando oportunidades, as empresas nem sempre encontram pessoas com as competências técnicas e comportamentais necessárias para suas demandas.

Na área da saúde, esse cenário é ainda mais evidente. Há grande necessidade de profissionais, mas também existe alta exigência por atualização constante, responsabilidade, bom currículo, equilíbrio emocional, comunicação e capacidade de tomada de decisão. Além disso, muitos ambientes de trabalho são marcados por condições como sobrecarga, jornadas extensas e pressão intensa, o que dificulta a retenção desses profissionais. Acredito que o desequilíbrio nesse contexto não está apenas na quantidade de pessoas disponíveis (grande quantidade), mas na distância entre o que o mercado exige e as condições que oferece.

Por isso, o RH precisa atuar de forma estratégica, não apenas recrutando, mas também desenvolvendo, valorizando e retendo talentos. Na saúde, cuidar de quem cuida é essencial para garantir qualidade no atendimento e sustentabilidade das instituições.

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Re: "Saúde" em desequilíbrio!!

par Igor Andrade Araújo,
Seu post me gerou um alerta sobre esse cenário quase “ansiolítico” retratado em séries como The Pitt, mas que na prática se estende muito além das áreas médicas e de cuidado.

No fim, quando consumimos um serviço, como um atendimento médico, o cliente só espera ser bem atendido. Porém, quando existem carências sistêmicas, geralmente associadas a altos custos estruturais e falta de investimento, as expectativas de qualidade acabam sendo totalmente transferidas para os profissionais que estão na linha de frente. Assim, médicos, enfermeiros e outros trabalhadores passam a carregar uma pressão que muitas vezes poderia ser reduzida com inovação em processos, melhor divisão de funções e aumento do quadro profissional.

Também vejo um ponto importante no fato de que, na saúde, o balizador de qualidade muitas vezes acaba sendo o próprio serviço público. Como muitas pessoas não estariam dispostas a pagar muito mais caro por algo que teoricamente poderiam obter gratuitamente, o mercado privado consegue operar com poucas mudanças estruturais e ainda manter o cliente relativamente satisfeito. O problema é que o ônus disso recai novamente sobre os trabalhadores. Um exemplo seria hospitais criarem funções não técnicas, como uma espécie de “concierge” para pacientes e familiares, reduzindo a sobrecarga emocional dos médicos e permitindo que eles foquem mais tecnicamente no atendimento.

Por isso, concordo muito quando você fala do papel estratégico do RH. A melhoria dos sistemas, processos e jornadas de trabalho também deveria ser uma preocupação central da área de RH, porque no final são esses fatores que impactam diretamente tanto a qualidade do serviço quanto a saúde emocional dos profissionais.
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Re: "Saúde" em desequilíbrio!!

par Murielle Aparecida Calixto,
Carol, que bom que trouxe uma visão de um local bem distante das corporações, de fato, a área da saúde é essencial para a população, mas é muito comum que vejamos pessoas sobrecarregadas, com transtornos mentais relacionados ao trabalho e com necessidade de turnos excessivos para composição de renda. O mais louco ainda é saber que exigências na barreira de entrada das entrevistas são extremamente altas para um publico tão adoecido.
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Re: "Saúde" em desequilíbrio!!

par Gabriel Paula,
Caroline, o seu comentário destaca bem o desequilíbrio entre as exigências do mercado e as condições reais oferecidas aos profissionais, especialmente na área da saúde, onde a pressão e a responsabilidade são elevadas. A reflexão central é que o problema não está apenas na falta de pessoas qualificadas, mas também na dificuldade de retenção causada por ambientes de trabalho pouco sustentáveis. Assim, o papel do RH precisa ir além da contratação, focando também em desenvolvimento e valorização contínua dos profissionais.