Desenvolvimento e crescimento interno na prática

Desenvolvimento e crescimento interno na prática

por Vanessa Andretta Schinko -
Número de respostas: 3

Na empresa em que trabalho não existem programas estruturados chamados Coaching ou Mentoring, porém percebo que algumas dessas práticas acontecem de forma mais natural no dia a dia, principalmente por meio das lideranças e do desenvolvimento interno dos colaboradores.

Tive uma experiência que considero muito próxima ao Mentoring durante minha trajetória profissional. Minha antiga gestora teve um papel importante no meu desenvolvimento e, conforme surgiram perspectivas de crescimento para ela, começou a me preparar para assumir novas responsabilidades. Aos poucos fui participando de atividades que antes faziam parte apenas da rotina dela, como reuniões com a diretoria, apresentação de sorteios, feedbacks com a equipe e fortalecimento de networking. Essa troca de experiências e conhecimentos contribuiu muito para meu crescimento profissional e me ajudou a desenvolver segurança para assumir novos desafios.

Também percebo outros exemplos de crescimento interno na empresa. Tivemos casos de colaboradores que iniciaram em funções ou programas de entrada e foram construindo carreira internamente, como um aprendiz do setor jurídico que evoluiu para estágio e atualmente atua como auxiliar na área. Também tivemos movimentações entre setores, como profissionais do atendimento migrando para compras e financeiro, além de colaboradores mudando de áreas operacionais para outras oportunidades internas.

Na minha percepção, esses exemplos mostram que, mesmo sem programas formais, práticas próximas ao mentoring podem gerar resultados muito positivos. Muitas vezes, o desenvolvimento acontece justamente nessas trocas do cotidiano, quando líderes compartilham experiências e ajudam profissionais a enxergar novas possibilidades de crescimento.

Acredito que programas estruturados podem fortalecer ainda mais esse processo, mas também é interessante perceber como a cultura da empresa e a disposição das lideranças em desenvolver pessoas podem fazer diferença. Porque no fim, crescimento profissional raramente acontece sozinho. Normalmente existe alguém no caminho compartilhando experiência, abrindo portas ou acreditando no potencial que a própria pessoa ainda nem percebeu.

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Re: Desenvolvimento e crescimento interno na prática

por GABRIEL GUSMÃO MENDES DA SILVA -
Vanessa, que relato rico! O que você descreveu com sua antiga gestora é um exemplo perfeito do que a apostila chama de Mentoring orgânico aquele que acontece sem um programa formal por trás, mas que tem um impacto profundo justamente pela qualidade da relação e pela confiança que se constrói ao longo do tempo.
Isso me conecta muito com o que vivo na Loft. A empresa também não tem um programa de Mentoring estruturado para todos os níveis, mas pela cultura mais horizontal e acessível, esse tipo de troca acontece naturalmente profissionais mais juniores conseguem ter acesso a gestores seniores e absorver experiências que levariam anos para construir sozinhos. É exatamente o que você descreveu: participar de reuniões, apresentações e feedbacks que antes eram restritos à sua gestora foi o que te preparou para assumir novos desafios com segurança.
O que me chama atenção no seu relato é um ponto que considero crucial: o papel ativo da liderança no desenvolvimento das pessoas. Sua gestora não esperou um programa formal para te desenvolver ela teve a iniciativa e a sensibilidade de enxergar seu potencial e te preparar para o próximo nível. Isso é raro e valioso, e infelizmente depende muito do perfil individual de cada líder quando não existe uma cultura ou estrutura que incentive esse comportamento de forma consistente.
Concordo com sua conclusão: programas estruturados fortalecem esse processo, mas a disposição genuína das lideranças em desenvolver pessoas é o que realmente faz a diferença no final.
Em resposta à Vanessa Andretta Schinko

Re: Desenvolvimento e crescimento interno na prática

por Leandro Bissoni da Silva -
Um ponto que acho importante é de que nem todo mundo está disposto a receber treinamento, mentoria, etc. e evoluir. Conheço alguns colegas que está há 10, 15 anos no mesmo setor e função. O que tiveram ao longo do tempo foi alguma progreção de Jr, Pleno, Sênior, mais por tempo de casa do que por desenvolvimento profissional. O ponto forte do Mentoring não estruturado é que conseguimos fazer um filtro onde realmente vale a pena focar as energias para evolução dos colaboradores.
Em resposta à Vanessa Andretta Schinko

Re: Desenvolvimento e crescimento interno na prática

por Natyelle Rodrigues Campera -
Gostei muito do seu relato, principalmente porque mostra que o Mentoring pode acontecer de forma natural dentro das empresas. A experiência com sua gestora demonstra exatamente isso: alguém mais experiente compartilhando conhecimentos, preparando você para novos desafios e ajudando no seu crescimento profissional. Também achei interessante os exemplos de movimentação interna, porque mostram que a empresa valoriza o desenvolvimento das pessoas e cria oportunidades de crescimento. Concordo com você quando diz que, muitas vezes, o crescimento acontece através dessas trocas do dia a dia e do apoio das lideranças.