Na empresa em que trabalho não existem programas estruturados chamados Coaching ou Mentoring, porém percebo que algumas dessas práticas acontecem de forma mais natural no dia a dia, principalmente por meio das lideranças e do desenvolvimento interno dos colaboradores.
Tive uma experiência que considero muito próxima ao Mentoring durante minha trajetória profissional. Minha antiga gestora teve um papel importante no meu desenvolvimento e, conforme surgiram perspectivas de crescimento para ela, começou a me preparar para assumir novas responsabilidades. Aos poucos fui participando de atividades que antes faziam parte apenas da rotina dela, como reuniões com a diretoria, apresentação de sorteios, feedbacks com a equipe e fortalecimento de networking. Essa troca de experiências e conhecimentos contribuiu muito para meu crescimento profissional e me ajudou a desenvolver segurança para assumir novos desafios.
Também percebo outros exemplos de crescimento interno na empresa. Tivemos casos de colaboradores que iniciaram em funções ou programas de entrada e foram construindo carreira internamente, como um aprendiz do setor jurídico que evoluiu para estágio e atualmente atua como auxiliar na área. Também tivemos movimentações entre setores, como profissionais do atendimento migrando para compras e financeiro, além de colaboradores mudando de áreas operacionais para outras oportunidades internas.
Na minha percepção, esses exemplos mostram que, mesmo sem programas formais, práticas próximas ao mentoring podem gerar resultados muito positivos. Muitas vezes, o desenvolvimento acontece justamente nessas trocas do cotidiano, quando líderes compartilham experiências e ajudam profissionais a enxergar novas possibilidades de crescimento.
Acredito que programas estruturados podem fortalecer ainda mais esse processo, mas também é interessante perceber como a cultura da empresa e a disposição das lideranças em desenvolver pessoas podem fazer diferença. Porque no fim, crescimento profissional raramente acontece sozinho. Normalmente existe alguém no caminho compartilhando experiência, abrindo portas ou acreditando no potencial que a própria pessoa ainda nem percebeu.