Coaching e Mentoring Informal na prática

Coaching e Mentoring Informal na prática

por Leandro Bissoni da Silva -
Número de respostas: 2

Olá, colegas!

Para contribuir com essa discussão, quero partir da minha própria realidade profissional:

Na Emergent Cold LatAm, onde atuo como Gerente de Compras, as práticas de coaching e mentoring ainda não estão formalizadas como programas estruturados. O que existe, na prática, é o que eu chamaria de mentoring informal e não declarado: profissionais mais experientes orientando os mais novos no dia a dia, especialmente nas operações de cada país, onde o conhecimento sobre legislação local, fornecedores e cultura de negociação é muito específico e dificilmente está documentado em algum lugar. Esse tipo de transmissão acontece, mas sem critérios claros, sem acompanhamento e, portanto, sem garantia de continuidade ou de qualidade. A empresa cresceu muito rapidamente por meio de aquisições em mais de onze países, o que torna esse gap ainda mais visível: há um enorme volume de conhecimento tácito disperso entre as operações que, sem um programa de mentoring intencional, corre o risco de se perder quando as pessoas saem.

Em resposta à Leandro Bissoni da Silva

Re: Coaching e Mentoring Informal na prática

por Fabiana Alessanda dos SANTOS -
Concordo com seu ponto de vista Leandro. Muitas empresas acabam realizando o mentoring de forma informal, principalmente por meio da troca de experiências entre profissionais mais experientes e os novos colaboradores. Achei interessante você destacar a questão do conhecimento tácito, porque realmente existe o risco de perda dessas informações quando não há um processo estruturado.
Na empresa em que trabalho também não existem programas formais de coaching e mentoring, mas acredito que essas práticas poderiam contribuir bastante para o desenvolvimento dos colaboradores e para a retenção do conhecimento dentro da organização.
Em resposta à Leandro Bissoni da Silva

Re: Coaching e Mentoring Informal na prática

por Jeferson de Paula -
Achei muito boa a sua leitura, principalmente quando você destaca o risco de perda do conhecimento tácito em uma empresa que cresceu rápido e opera em vários países. Esse ponto mostra bem como o mentoring, mesmo quando acontece de forma informal, já tem valor no dia a dia, mas perde força quando não existe estrutura para dar continuidade. Na prática, transformar essa troca em algo mais intencional poderia ajudar muito na integração entre operações, na formação de novos profissionais e na preservação de conhecimento crítico do negócio.