A banalização do coaching e mentoring nas redes sociais!!

A banalização do coaching e mentoring nas redes sociais!!

por Caroline Inácio Bonatto -
Número de respostas: 1

Hoje em dia, os termos coaching e mentoring ficaram muito populares, principalmente na internet e nas redes sociais. O problema é que, muitas vezes, eles aparecem de forma distorcida, como se fossem fórmulas rápidas para alcançar sucesso profissional ou mudar completamente de vida em pouco tempo.

Essa banalização acaba prejudicando a imagem dessas ferramentas, porque muitas pessoas passam a associá-las a promessas exageradas e a profissionais sem qualificação adequada. Mesmo assim, quando utilizados de forma séria dentro das organizações, tanto o coaching quanto o mentoring podem trazer benefícios importantes para o desenvolvimento profissional.

O coaching costuma estar mais relacionado ao desenvolvimento de competências, desempenho e alcance de metas específicas. Já o mentoring é mais voltado para orientação de carreira, troca de experiências e acompanhamento feito por alguém mais experiente. Por isso, acredito que o principal desafio atualmente seja diferenciar o uso profissional e estruturado dessas ferramentas da forma como elas muitas vezes são divulgadas na internet. Quando bem aplicados, coaching e mentoring podem contribuir bastante para o crescimento profissional e para o desenvolvimento das competências dos colaboradores.

Na empresa em que trabalhei, japonesa, existia algo parecido com mentoring, mas de maneira mais informal. Não era necessariamente um programa estruturado com esse nome, porém profissionais mais experientes orientavam os mais novos, ajudavam na adaptação, explicavam processos e davam conselhos sobre a rotina e o desenvolvimento profissional.

Isso mostra que, mesmo quando a empresa não possui um programa formal, algumas práticas de mentoring ainda podem acontecer no dia a dia, por meio da troca de experiências entre colegas e líderes.

Em resposta à Caroline Inácio Bonatto

Re: A banalização do coaching e mentoring nas redes sociais!!

por Matheus de Azevedo Muraski -
Caroline, concordo bastante com a sua análise. A popularização dos termos coaching e mentoring nas redes sociais acabou criando uma percepção muitas vezes distorcida, como se fossem soluções rápidas, motivacionais ou quase milagrosas para carreira e desenvolvimento pessoal.

No mercado de tecnologia, isso fica ainda mais evidente. O que mais vemos hoje são “gurus” vendendo fórmulas prontas de sucesso, produtividade, liderança, carreira em tecnologia ou crescimento acelerado. Muitas vezes, esse tipo de abordagem acaba desacreditando práticas que, quando bem aplicadas, têm valor real dentro das organizações.

Na leitura da apostila, fica claro que coaching e mentoring possuem uma aplicação muito mais séria dentro da Gestão de Pessoas. O coaching está mais ligado ao desenvolvimento de competências, melhoria de desempenho e alcance de objetivos específicos. Já o mentoring tem uma característica mais relacional e de longo prazo, baseada na troca de experiências, orientação de carreira e apoio de alguém mais experiente.

Achei interessante o exemplo que você trouxe da empresa japonesa, porque mostra que o mentoring nem sempre precisa aparecer como um programa formal para existir na prática. Muitas vezes, ele acontece de forma natural quando profissionais mais experientes ajudam os mais novos a compreenderem a cultura, os processos e os caminhos de desenvolvimento dentro da organização.

Na minha visão, o maior desafio é separar o uso profissional dessas ferramentas da forma banalizada como muitas vezes aparecem na internet. Quando não há método, preparo e responsabilidade, coaching e mentoring viram apenas discurso motivacional. Porém, quando são bem aplicados, podem apoiar o desenvolvimento de lideranças, a integração de novos colaboradores, a retenção de talentos e o amadurecimento profissional.

Portanto, concordo que o problema não está nas ferramentas em si, mas no uso superficial e comercializado que muitas vezes se faz delas. Dentro das organizações, especialmente em ambientes de tecnologia e inovação, elas continuam sendo alternativas importantes para desenvolver pessoas, desde que aplicadas com seriedade, contexto e acompanhamento.