Hoje em dia, os termos coaching e mentoring ficaram muito populares, principalmente na internet e nas redes sociais. O problema é que, muitas vezes, eles aparecem de forma distorcida, como se fossem fórmulas rápidas para alcançar sucesso profissional ou mudar completamente de vida em pouco tempo.
Essa banalização acaba prejudicando a imagem dessas ferramentas, porque muitas pessoas passam a associá-las a promessas exageradas e a profissionais sem qualificação adequada. Mesmo assim, quando utilizados de forma séria dentro das organizações, tanto o coaching quanto o mentoring podem trazer benefícios importantes para o desenvolvimento profissional.
O coaching costuma estar mais relacionado ao desenvolvimento de competências, desempenho e alcance de metas específicas. Já o mentoring é mais voltado para orientação de carreira, troca de experiências e acompanhamento feito por alguém mais experiente. Por isso, acredito que o principal desafio atualmente seja diferenciar o uso profissional e estruturado dessas ferramentas da forma como elas muitas vezes são divulgadas na internet. Quando bem aplicados, coaching e mentoring podem contribuir bastante para o crescimento profissional e para o desenvolvimento das competências dos colaboradores.
Na empresa em que trabalhei, japonesa, existia algo parecido com mentoring, mas de maneira mais informal. Não era necessariamente um programa estruturado com esse nome, porém profissionais mais experientes orientavam os mais novos, ajudavam na adaptação, explicavam processos e davam conselhos sobre a rotina e o desenvolvimento profissional.
Isso mostra que, mesmo quando a empresa não possui um programa formal, algumas práticas de mentoring ainda podem acontecer no dia a dia, por meio da troca de experiências entre colegas e líderes.