A partir do conteúdo da apostila, compreendo que coaching e mentoring são ferramentas importantes de apoio à Gestão de Pessoas, pois contribuem para o desenvolvimento profissional, melhoria de desempenho e amadurecimento de carreira. O coaching costuma ser mais direcionado ao desenvolvimento de competências específicas, melhoria de performance e alcance de objetivos. Já o mentoring tem uma característica mais ampla, baseada na troca de experiências entre alguém mais experiente e um profissional ou equipe em desenvolvimento.
Na prática, grandes empresas costumam utilizar coaching e mentoring para desenvolver lideranças, preparar sucessores, apoiar trainees, acelerar novos gestores e fortalecer profissionais de alto potencial. Em startups, no entanto, essas práticas nem sempre aparecem como programas formais de RH, mas podem acontecer por outros caminhos.
Na empresa em que trabalho, a Suplos, ainda não existe um programa formal de coaching ou mentoring estruturado como política de RH. Por sermos uma startup, com equipe mais enxuta, o desenvolvimento das pessoas acontece de forma mais próxima da operação, por meio de acompanhamento dos gestores, reuniões de alinhamento, feedbacks e agendas de 1:1.
Porém, um ponto relevante é que, como startup, participamos de programas de aceleração, que funcionam como uma forma prática de mentoring para a empresa e para seus líderes. Nessas acelerações, temos contato com profissionais mais experientes, mentores, especialistas de mercado e investidores, que ajudam a provocar reflexões sobre estratégia, produto, crescimento, posicionamento e gestão. Esse tipo de acompanhamento contribui não apenas para o negócio, mas também para o desenvolvimento dos próprios gestores.
Além disso, a Suplos também conta com comitês de produto com investidores e clientes estratégicos. Esses comitês funcionam como uma forma de troca de experiência e orientação prática. Clientes estratégicos trazem a visão real do mercado e das dores operacionais, enquanto investidores contribuem com visão de crescimento, escala, governança e estratégia. Para uma startup, esse tipo de interação é muito valioso, pois ajuda a direcionar melhor decisões de produto, priorização, atendimento ao cliente e evolução da empresa.
Nesse sentido, mesmo que a Suplos ainda não tenha um programa tradicional de coaching e mentoring voltado individualmente aos colaboradores, existem práticas que cumprem parte desse papel no nível organizacional e de liderança. As acelerações e os comitês funcionam como ambientes de aprendizado, orientação e desenvolvimento, principalmente para gestores, lideranças e pessoas envolvidas em decisões estratégicas.
Acredito que o próximo passo seria transformar parte dessas experiências em práticas internas mais estruturadas. Por exemplo, lideranças que participam de acelerações e comitês poderiam compartilhar aprendizados com o time, criar rituais de desenvolvimento interno e atuar como mentores de profissionais mais novos. Assim, o conhecimento adquirido externamente poderia ser multiplicado dentro da empresa.
Portanto, no contexto de uma startup, coaching e mentoring podem acontecer de forma menos formal, mas ainda assim estratégica. No caso da Suplos, essas práticas aparecem principalmente por meio de acelerações, investidores, clientes estratégicos e acompanhamento próximo dos gestores. O desafio é evoluir de uma aprendizagem informal para um modelo mais estruturado de desenvolvimento de pessoas, sem perder a agilidade e a flexibilidade características de uma empresa em crescimento.