Muitos acham que ciência e senso comum são inimigos, mas acredito que eles podem caminhar juntos. O senso comum faz parte da nossa experiência de vida e muitas vezes é a partir dele que surgem perguntas e observações que mais tarde serão estudadas pela ciência.
O que me preocupa no movimento anticiência é ver pessoas dando mais valor a opiniões ou crenças do que a evidências construídas por meio de estudo, pesquisa e método. O senso comum tem seu papel, mas ele não consegue responder sozinho a todas as questões ou resolver problemas mais complexos.
Também vejo que a própria ciência enfrenta um desafio importante: comunicar-se melhor com a sociedade. Muitas vezes, o conhecimento científico fica restrito às universidades, artigos e especialistas. Já as fake news são simples, rápidas e apelam para emoções, o que facilita sua disseminação.
No ambiente profissional isso também acontece. Se uma empresa ignora dados e evidências para tomar decisões apenas com base em opiniões ou percepções, corre o risco de perder oportunidades, inovar menos e cometer erros que poderiam ser evitados.
Por isso, deixo uma reflexão para o debate: as pessoas desconsideram a ciência porque não conseguem compreender o que ela comunica ou porque preferem acreditar apenas naquilo que confirma suas próprias convicções?