O movimento anticiêntífico vem crescendo a cada dia, sobretudo com o aumento do uso das redes sociais. Não é difícil alguém já ter ouvido que a terra é plana, que o aquecimento global é uma conspiração ou mesmo que as vacinas (como apresentado no vídeo "Não compartilhe fake news) são fonte de doenças e até da morte.
Segundo Empoli (2020), falsas informações têm, em média, 70% a maior chance de ser compartilhada na internet, pois ela tende a ser mais original que uma notícia verdadeira. Por outro lado, uma notícia verdadeira leva 6x mais tempo para atingir 1.500 pessoas. Isso porque, nas redes sociais a ideia nem sempre é divulgar informações verídicas, mas sim gerar engajamento (mesmo que para isso precise proliferar falsas afirmações) (Rezio e Silva, 2020).
Nesse sentido, a relação entre o senso comum, a ciência e o desenvolvimento de soluçõe acaba sendo profundamente afetado. As pessoas têm cada vez mais dificuldade de saber no que podem confirmar e são constantemente afetadas por notícias alarmistas, que procuram colocar a ciência contra a crença popular, quando na verdade elas são complementares. É a partir de necessidades e descobertas da sociedade que a ciência trabalha para conseguir construir conhecimento e, assim, contribuir para o desenvolvimento político e social.
Referências:
Empoli, Giuliano da. Os engenheiros do caos. São Paulo: Vestígio, 2020.
REZIO, Leonardo Luiz de Souza; SILVA , Magno Luiz Medeiros da. Discurso anti-ciência: a desinformação como estratégia de ataque à produção científica. Revista UFG, Goiânia, v. 20, n. 26, 2020. DOI: 10.5216/revufg.v20.66366. Disponível em: https://revistas.ufg.br/revistaufg/article/view/66366. Acesso em: 7 jun. 2026.