O movimento anticiência me preocupa porque ele enfraquece a confiança em conhecimentos que foram construídos ao longo de muitos anos de pesquisa e validação. Quando informações sem embasamento passam a ter o mesmo peso que evidências científicas, existe o risco de prejudicar decisões importantes relacionadas a saúde, a educação, ao meio ambiente e às políticas públicas. Vejo muito isso no campo de Wellness que foi algo que cresceu e eu acompanho muito , principalmente pelo YouTube. Vejo que hoje em dia, o que um influencer diz, vale mais do que é cientificamente comprovado e muitas pessoas acabam caindo em ciladas “caras”, por acreditar 100% no que foi colocado por alguém que ele se identifica.
Ao mesmo tempo, acredito que esse fenômeno mostra a importância de aproximar a ciência das pessoas, muitas vezes o conhecimento científico fica restrito ao ambiente acadêmico e acaba sendo substituído por informações simplificadas que circulam nas redes sociais.
Na minha opinião, o senso comum tem valor porque faz parte da experiência das pessoas, mas ele não deve substituir a investigação científica quando estamos falando de temas que exigem evidências. A relação ideal é aquela em que o senso comum gera questionamentos e observações sobre a realidade, enquanto a ciência busca analisar esses fenômenos de forma crítica e metodológica.
Sigo e indico muito um perfil de duas cientistas que fazem conteúdo combatendo desinformações e trazendo mais bases científicas para as redes sociais que parecem não se importar com base de informações.
O perfil delas é @nuncavi1cientista