A influência da desinformação

A influência da desinformação

por Murielle Aparecida Calixto -
Número de respostas: 2

O movimento anticiência me preocupa porque ele enfraquece a confiança em conhecimentos que foram construídos ao longo de muitos anos de pesquisa e validação. Quando informações sem embasamento passam a ter o mesmo peso que evidências científicas, existe o risco de prejudicar decisões importantes relacionadas a saúde, a educação, ao meio ambiente e às políticas públicas. Vejo muito isso no campo de Wellness que foi algo que cresceu e eu acompanho muito , principalmente pelo YouTube. Vejo que hoje em dia, o que um influencer diz, vale mais do que é cientificamente comprovado e muitas pessoas acabam caindo em ciladas “caras”, por acreditar 100% no que foi colocado por alguém que ele se identifica.

Ao mesmo tempo, acredito que esse fenômeno mostra a importância de aproximar a ciência das pessoas, muitas vezes o conhecimento científico fica restrito ao ambiente acadêmico e acaba sendo substituído por informações simplificadas que circulam nas redes sociais.

Na minha opinião, o senso comum tem valor porque faz parte da experiência das pessoas, mas ele não deve substituir a investigação científica quando estamos falando de temas que exigem evidências. A relação ideal é aquela em que o senso comum gera questionamentos e observações sobre a realidade, enquanto a ciência busca analisar esses fenômenos de forma crítica e metodológica.

Sigo e indico muito um perfil de duas cientistas que fazem conteúdo combatendo desinformações e trazendo mais bases científicas para as redes sociais que parecem não se importar com base de informações.

O perfil delas é @nuncavi1cientista

Em resposta à Murielle Aparecida Calixto

Re: A influência da desinformação

por Vanessa Andretta Schinko -
Concordo com seu ponto, também percebo que muitas pessoas acabam confiando mais em influenciadores com quem se identificam do que em estudos e pesquisas científicas, especialmente quando a informação é apresentada de forma simples e convincente.

Achei interessante sua observação sobre a necessidade de aproximar a ciência das pessoas. Muitas vezes, o conhecimento científico fica restrito ao ambiente acadêmico, enquanto conteúdos mais superficiais conseguem alcançar milhões de pessoas em poucos minutos. Isso mostra que produzir conhecimento é importante, mas saber comunicá-lo também é fundamental.

Gostei da indicação do perfil e também quero aproveitar e indicar o canal do Pedro Loos: https://www.youtube.com/cienciatododia
Em resposta à Murielle Aparecida Calixto

Re: A influência da desinformação

por Christiane Pinheiro da Silva Bittencourt -
Murielle, seu ponto sobre o campo do Wellness é muito pertinente e ilustra bem o problema com precisão prática. A lógica que você descreve em que a autoridade do influenciador substitui a evidência científica é exatamente o que a apostila chama de sobreposição do conhecimento de senso comum ao conhecimento metódico e verificável.
Concordo plenamente com sua conclusão: o senso comum tem valor como ponto de partida, mas não pode substituir a investigação científica em temas que exigem evidência. E seu diagnóstico sobre o distanciamento entre ciência e sociedade é relevante quando o conhecimento científico permanece restrito ao ambiente acadêmico, ele abre espaço para que versões simplificadas e distorcidas ocupem esse vácuo nas redes sociais.
A iniciativa do perfil @nuncavilcientista que você mencionou vai exatamente na direção que precisamos: aproximar rigor e acessibilidade, sem abrir mão de nenhum dos dois. É um bom exemplo de como o próprio campo científico pode e deve se comunicar melhor com a sociedade para fortalecer a confiança no conhecimento produzido com método.