Jeferson, seu texto toca num ponto que considero central: a distinção entre o senso comum como ponto de partida legítimo da investigação científica e o senso comum sendo weaponizado para negar o conhecimento que a própria ciência produziu a partir dele. Essa virada é o coração do problema anticiência, e você a articula com clareza.
Quero acrescentar uma camada à sua reflexão: o movimento anticiência não opera apenas pela ignorância, mas muitas vezes pela desconfiança institucional. Como a apostila da Unidade 1 nos lembra, vivemos na era da pós-verdade, em que dados reais são usados de forma parcial e descontextualizada para sustentar narrativas convenientes. Isso significa que parte do público que adere a discursos anticientíficos não rejeita a ideia de evidência em si — rejeita as instituições que a produzem, como universidades, agências de saúde e órgãos reguladores. Esse é um problema diferente, e talvez mais difícil, porque não se resolve apenas com mais informação científica.
Quero acrescentar uma camada à sua reflexão: o movimento anticiência não opera apenas pela ignorância, mas muitas vezes pela desconfiança institucional. Como a apostila da Unidade 1 nos lembra, vivemos na era da pós-verdade, em que dados reais são usados de forma parcial e descontextualizada para sustentar narrativas convenientes. Isso significa que parte do público que adere a discursos anticientíficos não rejeita a ideia de evidência em si — rejeita as instituições que a produzem, como universidades, agências de saúde e órgãos reguladores. Esse é um problema diferente, e talvez mais difícil, porque não se resolve apenas com mais informação científica.