Achei esse tema de People Analytics muito interessante porque, trabalhando há alguns anos no Grupo Boticário, consigo perceber na prática como o uso de dados tem se tornado cada vez mais presente nas decisões relacionadas à gestão de pessoas. No GB, vejo que existe uma preocupação muito grande em acompanhar indicadores não só de negócio, mas também relacionados às pessoas e à experiência do colaborador. Temas como engajamento, clima, desenvolvimento, retenção de talentos, diversidade e movimentações internas são acompanhados de forma bastante estratégica, e isso mostra como a área de Gente está cada vez mais conectada ao negócio e às decisões da companhia.
Uma coisa que admiro muito no Grupo Boticário é justamente essa cultura de olhar para pessoas de forma humana, o GB é uma regência em Gente, mas sem deixar de lado os dados. Na minha percepção o People Analytics entra muito nesse equilíbrio de usar indicadores para apoiar decisões mais assertivas, mas sem perder o olhar humano sobre os colaboradores.
Além disso, o GB fala bastante sobre diversidade, inclusão e desenvolvimento de lideranças, e percebo que muitas dessas iniciativas são acompanhadas através de métricas e indicadores. Isso faz com que as ações não fiquem apenas no discurso, mas realmente tenham acompanhamento e evolução ao longo do tempo. Inclusive é métrica para o PPR da gestão, o indicador de pessoas negras na liderança, que ao ser um ponto importante, já que mexe com o dinheiro no fim do dia, é levada a sério com mais frequência, e ajuda a garantir que os gestores adotarao medidas de diversidade e inclusão na prática.