Equilíbrio entre Mercado de Trabalho e Mercado de RH na Enfermagem em Curitiba

Equilíbrio entre Mercado de Trabalho e Mercado de RH na Enfermagem em Curitiba

por Airton Braga -
Número de respostas: 1

Atualmente, o mercado da enfermagem no Brasil vive um cenário de alta demanda por profissionais, mas com desafios relacionados à valorização salarial e sobrecarga de trabalho. Os setores de RH buscam cada vez mais enfermeiros que, além da assistência, tenham competências em gestão, liderança e visão estratégica.

Em Curitiba, esse movimento é ainda mais evidente devido à forte presença de hospitais privados e serviços de alta complexidade. O mercado está mais competitivo e valoriza profissionais capazes de atuar com indicadores, fluxo de pacientes, qualidade e eficiência operacional.

Na minha área de atuação, percebo que o enfermeiro deixou de ser visto apenas como executor assistencial e passou a ocupar espaços importantes na gestão hospitalar, regulação, experiência do paciente e inovação em saúde. Assim, profissionais que investem em especializações e desenvolvimento estratégico tendem a ter maior valorização e crescimento no mercado.

Em resposta à Airton Braga

Re: Equilíbrio entre Mercado de Trabalho e Mercado de RH na Enfermagem em Curitiba

por Christiane Pinheiro da Silva Bittencourt -
Airton, sua análise trouxe um ponto que achei muito relevante essa transição do enfermeiro de executor assistencial para um profissional com visão de gestão é exatamente o tipo de movimento que a apostila descreve quando fala em perfis que sustentam vantagem competitiva.
O que me chamou atenção foi a semelhança com o que acontece no setor financeiro: em ambos os casos, o mercado passou a exigir um profissional híbrido, que domina o técnico mas também transita bem em gestão, indicadores e estratégia. E nos dois setores o Mercado de RH ainda não acompanhou essa demanda em velocidade suficiente.
A questão da sobrecarga que você mencionou também é um dado preocupante porque de nada adianta o mercado valorizar esse perfil mais completo se as condições de trabalho continuam expulsando bons profissionais da área. Fica a pergunta: em Curitiba você percebe que os hospitais privados estão de fato criando estruturas para reter esses profissionais mais qualificados, ou ainda é mais discurso do que prática?