Na empresa em que eu atuava, tive a experiência de passar pelo processo de Mentoring, aplicado por uma profissional de DHO. Foram vários encontros semanais, sempre focados no desenvolvimento da minha carreira a nível executivo e de gestão. Pude aprimorar minha visão sobre minha trajetória e aplicar os conhecimentos adquiridos, na área em que eu atuava como gestor. Além de trazer pontos relevantes para o meu crescimento profissional, o processo de mentoring trazia a visão de mercado e pontos para melhorar minha empregabilidade. Após esse longo processo de treinamento, pude atuar como mentor de alguns liderados da minha área, de modo a repassar conhecimentos. Considero que foi uma atividade muito produtiva e assertiva.
Pensando no mercado como um todo, uma pesquisa retornou resultados sobre empresas que utilizam programas de mentoring e coaching como parte das estratégias de DHO, liderança e retenção de talentos. Essas iniciativas se mostraram bastante comuns em empresas de tecnologia, indústria, bancos, consultorias e multinacionais.
Alguns exemplos conhecidos incluem:
* Cielo, que desenvolveu programas internos de coaching voltados ao fortalecimento de líderes e gestores.
* Google, que possui programas internos de coaching e desenvolvimento contínuo para colaboradores e lideranças.
* SAP, que trabalha o conceito de líderes atuando como coaches das equipes, além de programas de mentoring para jovens talentos.
* Banco do Brasil, que já utilizou programas estruturados de mentoria para desenvolvimento de dirigentes e lideranças.
* Sodexo, reconhecida internacionalmente por programas de mentoring ligados à diversidade, sucessão e desenvolvimento de carreira.
* Itaú Unibanco, com iniciativas de mentoria conectando executivos a empreendedores e profissionais em desenvolvimento.
Em relação ao público-alvo, esses processos normalmente são oferecidos para:
- Lideranças e gestores;
- Profissionais de alta performance;
- Jovens talentos e trainees;
- Profissionais em preparação para promoção;
- Executivos;
-Profissionais que precisam desenvolver competências específicas.
Na prática, grandes empresas frequentemente combinam os dois modelos. Um profissional pode, por exemplo, ter um mentor para orientação estratégica de carreira e, ao mesmo tempo, passar por um processo de coaching para melhorar competências específicas de liderança e gestão.