Na empresa onde trabalho, tanto o coaching quanto o mentoring ainda não existem como práticas formais. Estamos em um momento de estruturação dessas ações o que, na minha visão, é um passo importante e que já demonstra uma mudança de mentalidade em relação ao desenvolvimento das pessoas.
O que existe hoje acontece de forma bastante informal: profissionais mais experientes acabam orientando os mais novos no dia a dia, compartilhando conhecimento e dando suporte quando surgem dificuldades. Isso tem valor, sem dúvida, mas depende muito da boa vontade de cada pessoa e tende a ser inconsistente alguns recebem mais apoio, outros menos, dependendo de com quem trabalham.
A percepção que tenho é que, à medida que a empresa for estruturando essas práticas, vai ser importante definir com clareza para quem esses programas serão oferecidos, quais serão os objetivos de cada processo e como será feito o acompanhamento. Esse planejamento inicial faz muita diferença para que as ferramentas realmente gerem impacto e não virem apenas iniciativas pontuais que perdem força com o tempo.
Pessoalmente, vejo muito potencial no mentoring para o contexto em que estamos. Por ser uma relação mais informal e de longo prazo, ele se adapta bem a organizações que ainda estão construindo essa cultura de desenvolvimento e pode ser um bom ponto de partida antes de estruturar programas de coaching mais formais e estruturados.